Pular para o conteúdo principal

Sobre regulamentação da profissão e o valor da graduação

A discussão sobre a proposta de regulamentação da profissão de Analista de Sistemas que está circulando no Senado provoca o debate sobre o verdadeiro valor da graduação.

Sobre esse assunto eu tenho uma coisa para dizer com firmeza.

O mercado não ensina você a ser um Analista de Sistemas.
O mercado ensina você a ser um Horse.

O mercado não tem nem a capacidade nem o interesse em transformar você em um Analista de Sistemas. A formação desse especialista é custosa e demorada. O fato de um diploma de graduação não ser suficiente para caracterizar um Analista de Sistemas não contradiz esse fato; ele o reforça.

A empresa capaz de transformar incompetência em competência é Mecca para todos nós. Essa empresa não está contratando.

Se você acha que não precisa estudar em uma escola porque já sabe tudo o que precisa, ela não o contrataria, de qualquer modo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Análise vs. Projeto

Eu diria que a ruptura entre Análise e o Projeto acontece quando acabam as considerações sobre o problema e começam as considerações sobre a solução. Em outras palavras, o papel do Analista é considerar o problema, enquanto o papel do Projetista é o de considerar a solução. Assim, o Analista aparece quando um problema aparece, e dá lugar ao Projetista quando o problema foi devidamente analisado, restando produzir para ele uma solução. E diria que a ruptura entre a Especificação e a Implementação acontece quando acabam os artefatos para consumo por humanos e começam os artefatos para consumo por máquinas. Em outras palavras, o papel do Especificador é produzir artefatos para consumo por humanos, enquanto o papel do Implementador é produzir artefatos para consumo por máquinas. Assim, o Especificador aparece quando a atividade é produzir efeitos sobre humanos, e dá lugar ao Implementador quando os humanos estão devidamente satisfeitos e a atividade prossegue para produzir efeito...

JNDI e Plan 9

Acabei de realizar quão similar é o J2EE e o Plan 9 quando observados pela lente da arquitetura de componentes: no Plan 9, o sistema de arquivos é tão capaz quanto o JNDI no J2EE. Um componente no qual eu estou trabalhando agora depende de um componente de banco de dados e de um componente de correio eletrônico. O modo de ligação entre esses componentes se dá através de JNDI: meu componente faz referência aos nomes "dataSource" e "mailSession" no seu contexto local de nomes. Na configuração do componente em uma instalação, esses nomes locais são ligados aos nomes globais que o administrador preparou para oferecer as dependências. É claro que tanto o meu componente quanto suas dependências mantém um contrato entre si, na forma das interfaces java EntityManager e Session. No Plan 9, meu componente seria um programa que faz referência a dois arquivos no seu file system -- um arquivo que repr...

O Problema de Gestão de I/O

A palestra que dei no Sétimo Encontro do Grupo de Usuários de C e C++ do Brasil apresentou meu resultado atual na pesquisa de um framework baseado em uma forma de orientação a aspectos em C++ descrita no "Modern C++ Design" do Alexandrescu. Minha palestra não apresentou, porém, o que é exatamente o problema a resolver, assumindo que fosse razoavelmente conhecido. Seu foco foi apresentar todos os mecanismos disponíveis para se resolver o problema no Linux 2.6, suas peculiaridades e seus aspectos comuns. Uma certa razão me motivou, após esta apresentação, a rebobinar meu raciocínio e considerar o problema original. [1] O que há exatamente de tão problemático na gestão de I/O em um programa? A imagem inicial é a de um programa cujo objetivo é interagir com um dos dispositivos ligados ao computador. A forma básica dessa interação é a cópia de dados do dispositivo para a memória e da memória para o dispositivo, sendo que trabalho útil por parte do programa ocorre enquanto os...